Depois de tanto tempo você veio novamente me visitar...
Tanto tempo longe, mesmo que muitas vezes pensasse em você incessantemente, aguardando sua visita, não ouve resposta.
Mas esta noite, você estava lá. E desta vez, estava realmente alí para me ver. Sem subterfúgios, sem disfarces.
Cautela? Posso dizer que tive medo. Dessa vez, a aproximação - que confesso, queria -fora direta, sem rodeios. Seu corpo, sua boca, tão próximos turvavam minha mente. Meu coração acelerou e bateu descompassadamente louco.
Sorte (ou não?) que havia testemunhas demais para este crime... Embora você deixasse claro a todos que a visita não era apenas para saber como eu estava, mas que havia muitas terceiras intenções em seu olhar.
Contive-me, preocupada com os que nunca nos deixavam só. Como era estranho ter meus pais de guardiões quando eu não precisava mais disso. Mas estavam lá atentos a seus passos e com o questinamento explícito em suas faces.
Tão perto. Tão longe. Um beijo. Um celular esquecido. Uma saudade que nunca morre. Uma tatuagem que ainda queima.
POEMAS, POESIAS E RETALHOS...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
O PODER DE TORNAR-SE INVISÍVEL
Qualquer criança sonha em ser invisível. Qualquer criança brinca em ser invisível. E é com o tempo que percebemos que realmente podemos ser invisíveis.
Toda vez que abdicamos de opinar... Estamos invisíveis.
Toda vez que não oferecemos a mão para amparar... Estamos invisíveis.
Toda vez que um amigo deixa de nos procurar... Estamos invisíveis.
Qualquer criança sonha em ser invisível. Qualquer criança brinca em ser invisível. E é com o tempo que percebemos que realmente podemos ser invisíveis.
Toda vez que abdicamos de opinar... Estamos invisíveis.
Toda vez que não oferecemos a mão para amparar... Estamos invisíveis.
Toda vez que um amigo deixa de nos procurar... Estamos invisíveis.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Katrine e Joan - Contos de um amor louco
KATRINE E JOAN
Contos de um amor louco
Sonhos de Katrine
Faz tempo que você não me visitava em sonhos. Bem, me tornei espírita após sua partida, portanto, meus sonhos não são apenas sonhos. Para mim, às vezes, eles são visitas que fazemos a alguém ou a algum lugar. E faz tempo que não nos víamos. Nem eu ia “visitá-lo”, nem você há muito tempo. Mas nesta noite, você veio a mim.
E não veio sozinho... Desta vez veio acompanhado de ninguém mais, ninguém menos que sua filha. Veio apresentar-me a ela. Tão bonita, tão formosa com a longa cabeleira preta... Bela menina. Estávamos sentados ao redor de uma mesa retangular, com nossos ótimos amigos na volta. Você sem camisa, abraçado na sua pequena tentando deixá-la confortável e segura. Eu me assustei, é bem verdade, aquilo era forte de mais para mim. Sua filha... Que não era minha...
Teu rosto também ficou surpreso ao olhar minha mão. Olhou e ficou tenso. Talvez você achasse que estaria sempre esperando para recebê-lo quando resolvesse voltar. Mas não... Desta vez o susto fora maior do que o meu com sua prole. Minha larga aliança apalermou você. Podia sentir o seu olhar. Mas eu a tapei, tentando deixá-la escondida de seus olhos. Talvez pudesse explicar o que estava acontecendo.
Mas pros diabos! Eu prossegui! Continuei no caminho, como você também fez! Nada de arrependimentos, pelo menos conscientes...
Passei o dia a pensar no nosso encontro. Em sua filha formosa, nos teus olhos chocados com a aliança. Com a tatuagem que teima em queimar ainda de vez em quando.
O décimo-sétimo do primeiro do onze
KL
Contos de um amor louco
Sonhos de Katrine
Faz tempo que você não me visitava em sonhos. Bem, me tornei espírita após sua partida, portanto, meus sonhos não são apenas sonhos. Para mim, às vezes, eles são visitas que fazemos a alguém ou a algum lugar. E faz tempo que não nos víamos. Nem eu ia “visitá-lo”, nem você há muito tempo. Mas nesta noite, você veio a mim.
E não veio sozinho... Desta vez veio acompanhado de ninguém mais, ninguém menos que sua filha. Veio apresentar-me a ela. Tão bonita, tão formosa com a longa cabeleira preta... Bela menina. Estávamos sentados ao redor de uma mesa retangular, com nossos ótimos amigos na volta. Você sem camisa, abraçado na sua pequena tentando deixá-la confortável e segura. Eu me assustei, é bem verdade, aquilo era forte de mais para mim. Sua filha... Que não era minha...
Teu rosto também ficou surpreso ao olhar minha mão. Olhou e ficou tenso. Talvez você achasse que estaria sempre esperando para recebê-lo quando resolvesse voltar. Mas não... Desta vez o susto fora maior do que o meu com sua prole. Minha larga aliança apalermou você. Podia sentir o seu olhar. Mas eu a tapei, tentando deixá-la escondida de seus olhos. Talvez pudesse explicar o que estava acontecendo.
Mas pros diabos! Eu prossegui! Continuei no caminho, como você também fez! Nada de arrependimentos, pelo menos conscientes...
Passei o dia a pensar no nosso encontro. Em sua filha formosa, nos teus olhos chocados com a aliança. Com a tatuagem que teima em queimar ainda de vez em quando.
O décimo-sétimo do primeiro do onze
KL
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Teus olhos
No friso da brisa,
Segue o vento batendo na janela,
Segue a vida que se expande em minha frente,
Segue o sol que brilha vigoroso.
Teu olhar ainda me inquieta,
Aquece a alma, aninha os sentidos.
Mesmo que vento sopre para outros lados,
Teus olhos ainda me observam no espelho.
Eu ainda me vejo neles.
KL 13/01/2011
Segue o vento batendo na janela,
Segue a vida que se expande em minha frente,
Segue o sol que brilha vigoroso.
Teu olhar ainda me inquieta,
Aquece a alma, aninha os sentidos.
Mesmo que vento sopre para outros lados,
Teus olhos ainda me observam no espelho.
Eu ainda me vejo neles.
KL 13/01/2011
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quando o rio deságua, quem é mar? Quem é rio?
Quando o rio deságua e se oferece,
E se mistura, e se esquece,
Quem é mar? Quem é rio?
Quando o rio deságua, o mar é nada,
E se mistura e se oferece, se abre num abraço,
Não existe mar, não existe o rio,
Não resiste ao mar, não resiste ao rio.
E depois de um abraço, um beijo, um selo, nada mais.
Quando o rio deságua, quem é mar? Quem é rio?
31/07/2008
Quando o rio deságua e se oferece,
E se mistura, e se esquece,
Quem é mar? Quem é rio?
Quando o rio deságua, o mar é nada,
E se mistura e se oferece, se abre num abraço,
Não existe mar, não existe o rio,
Não resiste ao mar, não resiste ao rio.
E depois de um abraço, um beijo, um selo, nada mais.
Quando o rio deságua, quem é mar? Quem é rio?
31/07/2008
Para Cristiano Bonato - meu amor
Quando o pingo de suor caiu no chão
Enquanto a noite pedia fogo,
Meu lobo cruzou no horizonte com o teu.
E como água represada, fiquei em ti.
E na noite que pedia fogo,
Queimei-me sem desejar.
Cada lobo que existe em nós,
Cedento de sede na noite,
Encararam-se, fustigaram-se, renderam-se,
E na noite que pedia fogo,
Meu lobo sentou-se ao teu olhar.
Um lobo represado queima em mim.
08/07/2009
Enquanto a noite pedia fogo,
Meu lobo cruzou no horizonte com o teu.
E como água represada, fiquei em ti.
E na noite que pedia fogo,
Queimei-me sem desejar.
Cada lobo que existe em nós,
Cedento de sede na noite,
Encararam-se, fustigaram-se, renderam-se,
E na noite que pedia fogo,
Meu lobo sentou-se ao teu olhar.
Um lobo represado queima em mim.
08/07/2009
Assinar:
Postagens (Atom)