POEMAS, POESIAS E RETALHOS...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quando o rio deságua, quem é mar? Quem é rio?
Quando o rio deságua e se oferece,
E se mistura, e se esquece,
Quem é mar? Quem é rio?
Quando o rio deságua, o mar é nada,

E se mistura e se oferece, se abre num abraço,
Não existe mar, não existe o rio,
Não resiste ao mar, não resiste ao rio.
E depois de um abraço, um beijo, um selo, nada mais.
Quando o rio deságua, quem é mar? Quem é rio?

31/07/2008

Para Cristiano Bonato - meu amor

Quando o pingo de suor caiu no chão
Enquanto a noite pedia fogo,
Meu lobo cruzou no horizonte com o teu.
E como água represada, fiquei em ti.
E na noite que pedia fogo,
Queimei-me sem desejar.
Cada lobo que existe em nós,
Cedento de sede na noite,
Encararam-se, fustigaram-se, renderam-se,
E na noite que pedia fogo,
Meu lobo sentou-se ao teu olhar.
Um lobo represado queima em mim.

08/07/2009